sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A verdade por trás do halloween.

O helloween é a data que comemora o aniversario da banda homônima...
Quando as crianças filhas do metal incorporam o espírito melódico de ser, fazendo coisas gays, como usar fantasia e perguntar para os amigos, “travessuras ou gostosuras?”(como mostra imagem).

Dia 31, é o dia de ouvir metal melódico.
E essa data foi escolhida, pois alguns melódicanos, se achando mais malvados que o rock convencional, transformaram o dia 13 (referindo ao 13 de Julho), em 31 (13 invertido), tendo em mente a simbologia do Pentagrama invertido ser mais malvado que um pentagrama em estado normal.

Há também, uma corrente que aponta uma nova teoria da escolha do dia.
Diz ela, que a inversão do retratado dia de azar 13 (azar de acordo com a historia dos templários), cria no dia 31 um dia de sorte.
O mês, foi o mesmo do ocorrido do amaldiçoado dia 13 de outubro de 1307.

Logo 31 que está a 18 dias depois de 13, sendo que (8 – 1) é igual a 7. Surge um numero divino.
E 31 que (3 – 1) é igual a 2, que por sua vez mostra a soma de dois números 1, remontam em nossas mentes, de forma rápida e geral, a denominação de sexualidade numérica, exposta pelos pitagóricos, onde o numero 1 não define ou representa ter sexo. Assim, como o 7, citado anteriormente, representando Deus, também mostra ausência de sexo, pois de acordo com a lenda, Deus é homem e mulher e neste caso, não podemos definir um sexo predominante, pois existe um equilíbrio, afinal, é Deus.
Mas vemos com isso, a união de um casal gay (sem sexo definido).

Contudo, melodicohomossexualmente falando, dia 31 é um dia gay sobre casais gays que passaram ouvindo Metal Melódico.

João Petrazzini
Repórter Verdade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Zeitgeist

Nenhum blog de conspirações ou teorias é completo se não tiver uma referência ao filme Zeitgeist, um documentário, no mínimo interessante, dividido em três partes. O tema central é a dominação global que alguns grupos querem promover.

A primeira parte (a única que eu conhecia até pouco tempo) conta algumas histórias sobre deuses baseados no Sol, e liga os mesmos à "movimentação" da estrela em nosso céu, como é feito há milênios. É a parte melhor comprovável, mas também é aquela que menos relaciona-se com o tema geral do vídeo.

A segunda parte explica algumas teorias conspiratórias sobre os ataques às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de novembro de 2001. A quantidade de depoimentos e provas favoráveis à teoria é realmente impressionante.

A terceira e última parte conclui a segunda e o vídeo falando sobre as crises financeiras e guerras dos últimos 100 anos, e mostrando grupos muito interessados nesses acontecimentos.

O vídeo tem cerca de duas horas de duração, mas vale cada minuto:


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã?

O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã?

Bom, acho que não é nenhuma novidade algumas coisas que eu irei relatar aqui. A moda agora é ser nerd.
O fato é que a denominação nerd causa algumas controversias as pessoas. Cada um tem uma visão sobre o que é ser um nerd.

Então vamos falar do esteriótipo mais comum, segundo o wikipédia.
"Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares."

"Segundo uma definição de Lia Portocarrero Amancio, "...é o rapaz (ou moça) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar."
Segundo Paul Graham, "Existe uma relação entre ser esperto/inteligente e ser nerd, ou
melhor, há uma correlação inversa maior ainda entre ser nerd e ser popular. Se ser esperto parece fazer a pessoa não popular" de forma analoga vem a conotação pejorativa.
Os Nerds são conhecidos por um determinado estereótipo, muito divulgado em filmes ou desenhos animados, que geralmente não correspondem a realidade total. Eles não têm um padrão próprio de vestuário e são muito sociáveis quando se sentem confortáveis no ambiente."

Atualmente, a forma estereotipada de Nerd pode ser vista (e de uma forma muito legal e divertida) no seriado The Big Bang Theory. Tem pra todos os gostos.
Tem o nerd chato, que se acha o melhor do mundo e que os outros todos são ignorantes.
Tem aquele que quer ser aceito pelo mundo "normal", mas não sabe como se ajustar a ele.
Há também o que quer ser um sucesso, mas acaba sendo um fracasso com o sexo oposto. Mas há também aquele que nem consegue dialogar com o sexo oposto.
E nesse meio há as mulheres.
A nerd que torna as coisas completamente comuns e racionais, inclusive as coisas que mexem com o sentimento humano.
E a unica nao nerd do seriado, que em muitas vezes parece futil e burra. Mas não se deixe enganar :x
Bom, abaixo segue a imagem pra vocês verem o esteriótipo (a mulher nerd nao esta presente, mas imaginem ok).

Nerds em The Big Bang Theory (e a não nerd)

Então, baseado nesses esteriótipos e na música SUCESSO "Garota Escolha já Seu Nerd" (Os Seminovos), eu fiquei pensando.
Será que...
O nerd de hoje é o cara rico de amanhã.
O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã.
O nerd de hoje é o bom marido de amanhã.

Eis que eu comprovei esta teoria. Em uma revista dessas de inutilidades internacionais (sim, eu leio inutilidades na internet ok!), vi um ensaio não-nerd dos atores.
Sim, e não digo que é regra, mas... O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã. :D Pela foto abaixo, compare com a acima. Note a diferença :D

Ensaio pra sei lá que revista da NBC americana

Fiz então uma enquete para saber se as pessoas concordam comigo que nerds estereotipados tem jeito.
A pergunta era a seguinte:
O que você acha dessa afirmação: "O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã". Você concorda? Por quê?
Eis então as opiniões:

Opinião 1:
"Sim, mas nao acredito que seja uma regra. Mas as pessoas mais dedicadas ao estudo tem mais probabilidade de ascenção do que as menos dedicadas."

Opinião 2:
"Nerd em que sentido? Outro dia eu tava analisando as 'modas' que tiveram ha um tempo atras e teve uma epoca que ser inteligente era o must!
hahaha! Todo mundo adorava ler, escrevia dificil e sabia tudo sobre cultura. Bando de pagaceiras!"
Eu: Mas nerd do tipo "Gatora escolha ja seu nerd"
"Nao sei, porem acredito muito que seja o cara rico de amanha. Mas lindo é dificil responder.
Olha o bill gates, é um feio até hoje, mas é um milionario :O"

Opinião 3:
"Não. Porque as pessoas normalmente remetem isso ao fato de que ele será rico amanhã... e que, portanto, se tornará bonito. Acho interesse. Portanto, a não ser que o nerd seja realmente bonito, não acredito que ele será o lindo de amanhã - a não ser que dê um trato na aparência; essas coisas, heuiehuei!"

Opinião 4:
"Concordo, *embora eu continue feio =~~"
Eu: haiuhaiha! Por que tu concorda?
"Pq os caras tem grana e se dão bem na vida. Dai compram carros e roupas maneiras e as mulhers babam. E mulher gosta de homem com estabilidade financeira"

Sem nomes, porque isso não é o que importa aqui ok.

A conclusão então é de que a teoria é verdadeira: o nerd de hoje é o cara lindo de amanhã.
Mas isso nunca vem sozinho. Ele tem que vir acompanhado dos outros fatores relevantes: dinheiro e/ou mulher (ou homem). Não necessariamente nessa ordem.
A não ser que esse nerd estereotipado caia na real sozinho.

Mas o importante destacar que nenhum deles citou que o nerd possa ser bonito por si só, mesmo com o estereótipo.
Isso prova que uma pessoa pode ser linda, mas não é só a beleza por si só que importa.
São relevantes também a postura, e o visual em geral.

Mas como pode as vezes, apesar de ter todos os estereótipos, alguém nerd ou não se apaixonar pelo outro.
Como eu disse, beleza pode ajudar as vezes, mas não é tudo. :D

E você, o que acha? :D

p.s: Final tosco porque eu ia escrevr um mega final e esqueci o que era. --'

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Texugo Bebão

Sempre fui grande fã de texugos, eles são fofinhos *-*.
Destaque para este, da seguinte reportagem retirada do G1.



Chamada para desobstruir uma estrada onde havia um texugo morto, a polícia alemã descobriu que o animal, na verdade, estava completamente bêbado depois de comer frutas maduras.


"O estômago do animal transformou as frutas em álcool e o texugo estava bêbado como um gambá. Ele estava sofrendo de diarréia, com pedaços de frutas", disse o policial, conforme a agência de notícias AFP.


Cutucando o animal trôpego com uma vara, os policiais conseguiram persuadi-lo a deixar a estrada próxima à cidade de Goslar, no noroeste alemão, e curar sua noite de excessos em um bosque.


"Não foi possível saber se o texugo teve problemas com sua mulher, por chegar em casa em tal estado", brincou um dos policiais.





Texugo numa nice





Quem ver isso: www.badgerbadgerbadger.com, até o final, ganha um bônus.

domingo, 5 de julho de 2009

Manual de Sobrevivência aos Cursos de Exatas

A primeira avaliação é sempre a mais assustadora. Colocam na sua frente, aparentemente, só o que você não aprendeu ou o que não foi dado em aula. Sabe aquele comentário que o professor fez por alto, mas que você não prestou atenção por estar vadiando? Pois é, será exatamente isso que irá cair. Se quiser se sair melhor no curso ao invés de desistir e ir pra área das humanas, sugiro seguir pelo menos cinco desses 10 conselhos a seguir:


1 – Não entre em pânico

Não precisa se desesperar quando a primeira nota abaixo da média aparecer. Aprenda que, na primeira vez que ela aparecer, ela irá te acompanhar o resto do curso. Não como assombração, claro, mas ela significa que finalmente as disciplinas difíceis chegaram. E os professores feladaputa também.

2 – Aprenda a fazer as provas

Saber o conteúdo não necessariamente quer dizer uma boa nota. Normalmente os alunos sabem o conteúdo, e até sabem aplicar, mas chega na hora da prova e simplesmente o cérebro esvazia e não sai nada. NADA. Ou seja, não estude para saber a matéria, e sim, estude para fazer as provas. É 10 garantido.

3 – Não faça trabalhos matados

Professores de exatas notam a léguas quando um trabalho foi feito nas coxas. Quando são de matérias conceituais, é mais fácil encher de linguiça, de enrolar e colocar um monte de parágrafos similares. Porém quando o trabalho trata-se de uma implementação ou de cálculos, não há como fazer matado. Ou você acerta, ou você falhará miseravelmente. Ou, na melhor das hipóteses, você faz amizade com aquele moço (ou moça) mais nerd que você e copia dele.

4 – Aprenda a usar o Google

São Google é onipresente, onisciente e onipotente. Se você usar as palavras-chave certas, você provavelmente irá encontrar até um trabalho pronto que irá te ajudar muito na disciplina. Use fóruns, grupos de discussão e blogs, pois é onde normalmente alguém com a sua dúvida já apareceu e já a perguntou.

5 – Meninas, usem decote.

Nas exatas, os professores são na sua maioria do sexo masculino, nerds e que passam muito tempo na frente de um computador. Quando vão dar aulas, provavelmente, é a única oportunidade onde entram em contato com humanos. E se você é um ser humano, do sexo feminino, e com um belo par de peitos, não hesite em usar aquele decote. Nota máxima garantida.

6 – Meninos, se esforcem.

Não adianta, pra vocês, não tem muita escolha. Afinal, infelizmente, os professores das exatas não costumam ser homossexuais (porém, toda regra possui a sua exceção). É mais garantido que vocês estudem e passem noites em claro tentando entender a matéria do que esperar pelo professor ser seduzido pelos seus encantos.

7 – Guarde o material das disciplinas passadas.

Aparentemente, os únicos que não possuem uma boa memória para o curso são os alunos. Professores, em geral, adoram pedir aquele trabalho que relaciona cinco disciplinas que você já fez ou irá fazer. Sim, eles não respeitam a ordem curricular. E caso você não saiba usar o item 4, a sugestão que fica é guardar os trabalhos, os cadernos e as provas antigas. Quem guarda o que não quer, tem o que precisa.

8 – Crie círculos de amizade.

Sabemos que fazer amizades não é o forte do público nerd. Porém, isso garante que você tenha ajuda de pessoas que provavelmente entenderam melhor a matéria e podem te explicar. É claro que amizades não surgem do nada, portanto, é importante cultivá-las desde o primeiro semestre do curso ou desde o primeiro dia de aula da disciplina.

9 – Anote o que o professor fala.

Como citado na introdução, é muito importante anotar o que ele diz. Assim como há os professores camaradas, que só cobram o que ensinam e de maneira óbvia, nós sabemos que eles representam 0,001% do quadro docente da faculdade. O resto quer mais é que você se ferre, e por isso, vão cobrar qualquer comentário pertinente à matéria feito em qualquer aula. Caso você não consiga anotar, leve uma câmera ou um gravador de áudio.

10 – Não deixe tudo para a última hora.

Sabemos que há pessoas ninjas que conseguem deixar tudo pronto em um dia, mas como estamos falando de cursos difíceis, é importante não esperar pra fazer o trabalho no domingo depois do Fantástico. Aprenda que os trabalhos que os professores passam normalmente são mais extensos do que parecem ser e mais difíceis do que se imagina. Salvo pequenas exceções, você só se dará conta do tamanho do berne que estava na sua perna, depois de começar a pesquisar o assunto.

Este é apenas um guia prático, de bolso, que pode ser facilmente lembrado por qualquer pessoa.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A aposta de Pascal

Introdução

Planejei escrever outros textos, mas um comentário do usuário siriusbad no texto "A irmandade ateísta" mudou ligeiramente meu cronograma. Escreverei sobre um tema que estava nos meus planos, mas demoraria um pouco para ter um artigo próprio: a aposta de Pascal. Preferia não escrevê-lo agora, por tratar exclusivamente do cristianismo, mas o tal comentário em meu blog merece uma resposta.

Eis o comentário:
Cada um com o que há em si, mas façamos a seguinte aposta: Continue acreditando que Deus não existe, e eu continuo acreditando que sim, se eu morrer e nada aconteceu, parabéns, você ganhou, mas caso eu ganhe...eu que não quero estar na tua pele. Siriusbad *_*
A aposta de Pascal

Existe a lenda de que todo ateu um dia será confrontado pela aposta de Pascal, a ameaça (disfarçada de argumentação) preferida por nove entre dez cristãos. A aposta foi feita pelo matemático, filósofo e teólogo francês Blaise Pascal. Devido à impossibilidade racional de se comprovar a existência ou inexistência de Jeová, Pascal propôs uma aposta no cristianismo, baseado nas seguintes possibilidades:
- Deus existe e você cumpre as escrituras: você terá a felicidade eterna.
- Deus existe e você não cumpre as escrituras: você queimará no fogo eterno.
- Deus não existe e você cumpre as escrituras: você morrerá, e será o fim.
- Deus não existe e você não cumpre as escrituras: você morrerá, e será o fim.

Normalmente a aposta é baseada nas sentenças "Deus (não) existe" e "você (não) acredita em Deus", mas troquei a segunda por "você (não) cumpre as escrituras", pois é o que os cristãos pregam que leva à salvação. Segundo eles, crer no todo-poderoso e não obedecê-lo é o mesmo que não crer, e leva à perdição. À primeira vista, um leitor pode acreditar nas vantagens cristãs, principalmente se seguir a visão de Pascal. Sendo um grande matemático, ele criou uma boa armadilha utilizando probabilidade e limites. Nas entrelinhas das premissas, subentende-se que deve-se apostar na crença em Jeová, porque a felicidade eterna compensaria o esforço feito durante a vida terrena. É a tentativa matemática de impor a crença, pois qualquer percentual finito (vida terrena) de um número infinito (vida eterna) tende a zero. Assim, todas as fichas deveriam ser apostadas no cristianismo.

A refutação da aposta

A aposta de Pascal é considerada piada pelos ateístas e "queimação de filme" pelos teístas com maior conhecimento de causa, os quais ficam envergonhados pelos seus companheiros de crença. Primeiramente, citarei cinco pressuposições para que a aposta de Pascal funcione da forma desejada por seu criador (Pascal, não deus):

1 - Se Jeová não existe, não há diferença nenhuma entre cumprir ou não as escrituras. Qualquer criança de cinco anos consegue perceber que não é pequeno o tempo perdido em cultos, orações, pregações, visitas inconvenientes à residência alheia e outros rituais. O fato de crentes não darem valor à própria vida (buscando a "verdadeira felicidade" pós-morte) não implica que ateus também precisem fazê-lo.

2 - A Bíblia é perfeita, correta, coerente e foi inspirada pelo próprio Jeová. A Bíblia pode ser tudo isso, principalmente para quem crê que a Terra possui 6000 anos e que aconteceu uma inundação que cobriu o Everest nos primeiros séculos. Ou ainda em cobras que falam, criação e nomeação de todos os animais em um dia, criação da Terra antes do Universo, Terra sustentada por colunas (I Samuel 2:8), insetos com quatro patas (Levítico 11:20), ouro enferrujando (Tiago 5:2), existência de unicórnios (Salmos, 22:21 e Salmos 29:6)... Muitos cristãos atribuem os erros bíblicos a traduções incorretas ou ignorância dos autores. Concordo com os dois argumentos, os quais diminuem ainda mais a credibilidade bíblica. Mas também acho que é muita incompetência de quem os mandou escrever, principalmente se for um ser que tudo pode, tudo sabe e teria feito um trabalho bem melhor. O mais interessante é que os cristãos levaram alguns séculos para escolher os livros que comporiam a Bíblia, e até hoje seitas rivais possuem divergências sobre o assunto. Ou seja, "a minha Bíblia é perfeita, a sua é coisa do demônio".

3 - Se Jeová existe, é o único deus. Não são considerados os deuses das outras religiões na aposta. Jeová é benevolente e envia ao inferno todos aqueles que, praticando seu "livre-arbítrio", deixam de adorá-lo. Mas esta bondade infinita não é exclusividade do deus hebreu. Há seres supremos em outras religiões, tão bondosos quanto ele, que adorariam fritar seres humanos pelo simples prazer de mostrar que podem. E por que a aposta não deveria ser um desses seres? Foi minha pergunta no texto sobre a "irmandade".

4 - Se Jeová existe, é infinito. O mais importante para que a aposta funcione é supor que ele é infinito. Mesmo se existisse, mas não fosse infinito, a felicidade eterna não seria... eterna. Neste ponto, é interessante notar que a crença divina é fruto de uma promessa cuja veracidade não pode ser comprovada, e que, na retirada da promessa, a crença tende a sumir.

5 - Se Jeová existe, é onipotente, bondoso e justo. Afinal, existir e prometer vida eterna aos justos, até eu faço. Se existir algum ser que queira e possa cumprir esta promessa, que ele fique à vontade e o faça.

Chegamos ao seguinte ponto: caso alguém acredite na infalibilidade bíblica (seja lá qual for sua versão bíblica preferida), na existência de um único deus (para cristãos em geral, Jeová, Jesus e o misterioso Espírito Santo contam como um só, ou seja, 1 + 1 + 1 = 1), e na eternidade, justiça, bondade e onipotência deste ser, a aposta parece atraente.

No entanto, ainda temos dois problemas práticos:

1 - Não são todas as pessoas que conseguem acreditar simplesmente porque querem. Mesmo que um descrente visse alguma vantagem e quisesse acreditar na existência divina, provavelmente continuaria não acreditando se não encontrasse algum motivo racional para fazê-lo. Li uma ótima frase, atribuída a Bruce Calvert, que demonstra bem isso: "Crer é mais fácil do que pensar. Daí existem muito mais crentes do que pensadores."

2 - Um ser onisciente deve saber quem o adora sinceramente e quem o faz simplesmente em busca de uma recompensa ou fugindo de um castigo. Talvez, nem faça diferença para ele, mas nunca se sabe o que seres imaginários pensam. Apenas quero compartilhar um pensamento do físico alemão Albert Einstein: "Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível."

A aposta de Smith

O escritor americano George H. Smith, em uma fita inicialmente chamada "Atheism: The Case Against God", faz um contra-aposta, que li neste artigo.

A aposta de Smith é uma paródia da aposta de Pascal, embora seja mais séria que a original. Resumidamente, as possibilidades e conseqüências, segundo Smith, são estas:
- Deus não existe. Neste caso, a morte acabaria com ateus e crentes.
- Deus existe e não preocupa-se com questões humanas. Poderia ser o tradicional deus do deísmo, no qual Einstein afirmou acreditar. Neste caso, a morte novamente acabaria com ateus e crentes. Se houvesse vida após a morte, não haveria diferenciação.
- Deus existe, preocupa-se com questões humanas e é justo. Um juiz justo e onisciente recompensaria e puniria as pessoas pelo que fizeram em vida, e não por acreditarem nele. Ainda suponho que a crença fosse necessária para a recompensa, não haveria justiça em punir aqueles que tentaram encontrar a verdade e não encontraram nada que os levasse a crer.
- Deus existe, preocupa-se com questões humanas e é injusto. Esta é a figura divina pregada geralmente pelo cristianismo, um ser que vive queimando gente e que matou milhões de pessoas na Bíblia. Neste caso, todas pessoas que não acreditassem nele estariam em maus lençõis, mas os crentes não teriam uma pós-vida melhor que os descrentes. Sendo injusto, ele poderia escolher aleatoriamente as vagas para a frigideira. Neste caso, seria ruim para todos.

Por fim, Smith diz que a aposta deve ser no ateísmo, por não agredir a integridade intelectual e não fazer diferença alguma na suposta vida eterna cristã. A conclusão dele: "Se não há um deus, estamos corretos; se há um deus indiferente, não sofreremos; se há um deus justo, não temos nada a temer pelo uso honesto da racionalidade; mas, se há um deus injusto, temos muito a temer - assim como o cristão."

Amém! E que o Monstro de Espaguete Voador esteja convosco!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Para pensar...